12 Outubro, 2008

Economize no material!

Você está pensando em construir? Então fique atento às dicas para economizar na compra do material de construção. Os preços dos produtos subiram mais que a inflação.

Nos últimos 12 meses, INCC, índice que corrigi os preços da construção civil aumentou 11,88%. Praticamente o dobro da inflação, mas empresários do setor dizem que a tendência é de queda para os próximos meses.

“Chegamos a valores bastante elevados, eu acho que não há razão nenhuma para aumentar mais”, afirma Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

Construir sai caro e não para economizar, por exemplo, na fundação de uma casa, uma questão de segurança. O que resta é a criatividade na hora do acabamento, idéias que podem ajudar a baixar o custo da construção.

Uma sugestão, segundo uma engenheira, é o uso de cal no lugar das tintas convencionais, com um fixador, o produto não solta e o efeito... “Eu já vi habitações pintadas desta forma que você não consegue diferenciar se foi ou não com o cal”, sugere Maria de Fátima Souza e Silva, engenheira.

Também é possível trocar o piso de cerâmica, por cimento queimado. “Aí você pode colocar pedacinhos de azulejo, que faz um aspecto decorativo e mais barato”, indica a engenheira.

Outras dicas de economia, a laje de concreto pode ser substituída por forro de madeira ou de PVC e todo contra-piso deve ser feito antes de levantar as paredes para evitar os arremates.

Sugestão: economize com reboco e pintura construindo uma casa de tijolo aparente, as instalações elétrica e hidráulica não são embutidas, o que ajuda muito na hora de um conserto.


22 Setembro, 2008

Cuidados na compra de imóveis:

A aquisição da casa própria é o sonho acalentado por todas as famílias e também o lugar onde você irá morar, provavelmente, durante muitos anos de sua vida. Por essa razão é fundamental tomar alguns cuidados, que listamos a seguir:

1. Dê preferência a um imóvel vazio. Comprar uma moradia ocupada é um grande risco e poderá significar uma longa espera para poder se mudar;

2. Nunca visite um imóvel durante a noite. A luz do sol, além de ajudar na percepção de possíveis defeitos de construção, é fundamental para o arejamento do imóvel e seu bem estar. Dessa forma, prefira o imóvel que receba luz solar pela manhã;

3. Marcas de mofo e umidade, em qualquer cômodo, são fortes indícios de vazamentos mal solucionados ou de falta de arejamento, que colocam em risco a estrutura do imóvel e a saúde de sua família;

4. Se houver sinais de inundação nos muros, nas paredes ou em árvores da vizinhança, desista imediatamente: Mais vale perder um imóvel que parece bom a princípio, do que se arrepender após a primeira chuva forte”;

5. Desista ao perceber sinais de rachaduras, trincados, vazamentos, infiltrações, madeiras apodrecidas, com cupins ou outras pragas, principalmente em telhados, rodapés, portas e janelas. Fique atento: “se a casa foi pintada recentemente, pode ser difícil verificar esses detalhes;

6. Muito cuidado quando encontrar tacos, carpetes, granitos, cerâmicas e pisos soltos, danificados ou rachados. Sinais de umidade no piso podem indicar infiltrações ou problemas nos encanamentos;

7. Verifique as condições das instalações elétricas e hidráulicas; chuveiros; aquecedores com vazamento de gás; banheiros sem ventilação; fios aparentes; torneiras pingando ou sem pressão de água; descargas e tomadas com defeito;

8. A vizinhança também é fundamental. Verifique as condições de segurança do bairro. Evite ruas de acesso e áreas desertas e violentas. Da mesma forma, comprar uma casa perto de restaurantes movimentados, clubes, bares barulhentos e feiras livres, pode, no mínimo, atrapalhar o seu sono durante muitos anos, sem falar nos transtornos do trânsito e a conseqüente desvalorização do imóvel;

9. Morar bem significa ter conforto e acesso aos serviços essenciais. Dessa forma verifique se a região é provida de fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água potável, tratamento de esgotos e se há serviços tais como comércio, escolas e transporte urbano;

10. A infraestrutura também compõe a valorização de um imóvel. Por isso verifique o calçamento das ruas, a iluminação pública e o lazer disponível;

11. Não compre um imóvel localizado a menos de cem metros de qualquer área que ofereça risco para a saúde ou segurança dos moradores, tais quais: valões, encostas, rios, locais onde estejam ocorrendo obras de maior porte, assim como lugares próximos a comércio de materiais inflamáveis (postos de gasolina, botijões de gás, fogos de artifício, tintas, etc).

17 Setembro, 2008

UNIÃO MANOBRA PARA DIFICULTAR DIREITOS DOS MUTUÁRIOS

Até hoje a CEF é que vinha atuando nestes processos, mesmo quando não era o agente financeiro do contrato de financiamento, por força de entendimento do STJ e bem representando os interesses da União.
A União não atua nos processos de SFH há muitos anos, conforme reiteradas decisões do STJ, onde a própria União dizia não ter interesse processual. Agora volta-se contra seu próprio entendimento, supostamente para defender os interesses do contribuinte.

Na prática a decisão da União de intervir nestes processos vai atrasar os julgamentos das ações e retardar o direito dos mutuários, aumentando o número de recursos nos Tribunais Pátrios e contribuindo para a lentidão da Justiça, principalmente a Justiça Federal que leva, em média, 8 anos para julgar uma ação e em muitos casos mais de 15 anos. O mutuário agora, além de brigar com a CEF, tem que brigar com a União.

Para o Consultor Jurídico do IBEDEC e da ABMH, Rodrigo Daniel dos Santos, “os mutuários não devem se preocupar porque o direito deles não mudou e o entendimento dos Tribunais continua o mesmo. O posicionamento da AGU só vai dar mais trabalho aos advogados e dispender mais tempo para a solução final dos processos, mas o resultado deverá se manter favorável aos mutuários”.

O FCVS é um fundo criado para cobrir os saldos residuais do SFH e era usado em contratos do SFH até 1993. Hoje o rombo neste fundo é de mais de R$ 80 bilhões, pois que a prestação era corrigida pelo salário do mutuário e o saldo devedor pela poupança e juros, o que gerava um grande déficit ao final do contrato e a conta sobrava para o FCVS.

As maiores questões que envolvem o FCVS hoje, são de cobertura de mais de um financiamento que o mutuário tenha feito pelo SFH, e que o STJ já consolidou entendimento de que é obrigatório quitar quantos contratos o mutuário tiver com cobertura do FCVS. O mesmo vale para os seguros habitacionais.

Na opinião de José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC e representante da ABMH no Distrito Federal, “a União, quando não consegue vencer pela lei, tenta vencer os contribuintes no cansaço e assim postergar as responsabilidades que, mais dia, menos dia, terá que assumir. É um desserviço prestado à comunidade e a suposta defesa dos interesses dos contribuintes só vai agravar ainda mais o tamanho da conta final que o FCVS pagará”.

Fonte: www.ibedec.org.br

30 Agosto, 2008

Reforma!?

Dicas para reformar a casa e não entrar no vermelho

Basta surgir um dinheirinho extra que aumenta aquela vontade de derrubar uma parede, pintar cada cômodo da casa de uma cor, trocar o piso, entre outros detalhes que faltam para transformar o lar-doce-lar num cantinho perfeito. Mas antes de começar as obras, é preciso saber que sem planejamento a tarefa pode se tornar um pesadelo e acabar dragando todo o seu dinheiro.


Organização - Em primeiro lugar é preciso definir exatamente o que vai ser feito e o quanto você pretende gastar com o projeto. Esse passo vai orientar que tipo e quantidade de material que deverá ser comprado, quantos profissionais serão contratados, entre outros gastos.

“É importante manter os pés no chão e não achar que vai transformar a casa no castelo de Caras de uma só vez. Já vi pessoa se encantar com uma torneira de R$ 1.000, comprar e depois não ter dinheiro para fazer o revestimento”, conta a arquiteta Mariana Rodrigues.
Por isso, é essencial ter um orçamento detalhado, com o preço dos itens muito bem pesquisado, para o fim do dinheiro não chegar antes do fim da obra.

Livre-se do “jaque” - Já que eu estou fazendo a reforma do piso, porque não pintar as paredes? Já que quebrei essa parede, porque não colocar gesso no teto? Este é o famoso “jaque”, temido por arquitetos e empreiteiros.

A empolgação com as mudanças na casa pode trazer muitas idéias novas, mas é preciso se controlar. Caso você identifique este tipo de comportamento, dê uma olhada no planejamento inicial, especialmente no orçamento, para recobrar a consciência.

Comprando o material - Na hora de comprar o material é preciso pesquisar bastante, pois as lojas apresentam grandes diferenças nos preços, formas de pagamento e nos juros. Muitas vezes, anunciam preços sem juros, mesmo que parcelados, mas se você pedir desconto pode se surpreender.

“Se o consumidor for pagar à vista, algumas lojas de materiais de construção podem dar de 30% a 40% de desconto”, avisa Luís Carlos Ewald, economista especialista em economia doméstica, professor da FGV.
Quem não puder pagar à vista, pode optar por financiar o material, mas sempre alerta aos juros cobrados pelos bancos.

Uma das opções são as linhas de crédito para material de construção de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, financiados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e com o FGTS.
Para quem ganha até R$ 1,2 mil, o
Construcard FGTS concede financiamento de até R$ 7 mil, que podem ser parcelados em até 96 vezes com juros de 6% a 8,7% ao ano, dependendo da renda do trabalhador, taxa de juros de longo prazo (TJLP) e encargos mensais.

O financiamento com recursos do FAT pode ser feito pela Caixa ou pelo Banco do Brasil. Pela Caixa, ele é destinado a trabalhadores com renda máxima de R$ 4,5 mil mensais. O valor mínimo a ser financiado é de R$ 3 mil e o máximo é de R$ 12 mil. O prazo de pagamento é de 96 meses, com juros de 1,62% ao mês (9,7% ano) mais a TJPL e encargos mensais.
No Banco do Brasil
, o parcelamento vai de duas a 24 vezes, com limite mínimo de R$ 100 a R$ 10 mil. A primeira parcela vence 59 dias após a contratação e os juros são de 1,90% ao mês, mais encargos.
Para quem está acima desta faixa, existe o financiamento com Caixa
, com taxas de juros de 1,65% ao mês, mais TJLP e encargos mensais. Neste caso, o parcelamento é de no máximo 36 vezes e o limite mínimo de financiamento é de R$ 1 mil.
Nos bancos privados as taxas de juros variam, por isso é muito importante pesquisar para ver a melhor opção para o seu orçamento.

Consumidor atento - Na compra do material, devem ser tomados cuidados para não adquirir gato por lebre. O prazo de entrega e a cobrança ou não do frete são detalhes que não podem ser esquecidos.
Na hora do recebimento dos produtos, confira tudo, incluindo as quantidades e os valores. Caso o material tenha vindo incorreto, não assine o recebimento nem aceite o produto, e faça uma observação das irregularidades no verso da nota fiscal. Caso você não possa estar no local da obra para receber o produto, oriente a pessoa que receberá o material para proceder dessa forma.
A Fundação Procon elaborou um guia de orientação que pode ajudar nesta tarefa (
clique aqui para ler o guia).
fonte: Carolina Rocha - site Poupa click